quarta-feira, 8 de julho de 2009

CONCURSO DE REDAÇÃO DA ONU


VITÓRIA ENTRE 50.000 PARTICIPANTES

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'Por Clarice Zeitel Vianna SilvaUFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ


'PÁTRIA MADRASTA VIL'


Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.


O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.


A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!


É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.


Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?


Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.


Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?


Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.


Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'.

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.

PENSAMENTO BEM ATUAL...

“Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso”.

GAL. OLYMPIO MOURÃO FILHO

POLÍTICA INTERNACIONAL: Honduras, uma atitude corajosa


Por Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Gen Bgd. RIEB
Grupo TERNUMA - BSB

“A mídia nacional abriu manchetes sobre o “Golpe” em Honduras. Mais um terrível e asqueroso “Golpe Militar”. A imagem de militares se movimentando pelas ruas de Tegucigalpa, punha em evidência mais uma “quartelada”. Os pobres e indefesos civis prejulgaram a ação. Após os gritantes e escandalosos destaques midiáticos, fora feita a cabeça da massa popular, que atendendo aos objetivos da mensagem, repudiou o golpe dos “gorilas” hondurenhos.

Entrevistados velhos conhecidos, escolhidos a dedo, não faltaram referências às atrocidades e às repulsas e reverberações de repúdio à Contra–Revolução de 31 de Março de 1964. O fato caiu no colo da esquerdalha nacional, que se lambuzou de alegria. E haja falação. Era um prato cheio para tergiversações.

Aos poucos, dissipou-se a névoa da desinformação. Lentamente, em doses homeopáticas e com chamadas de rodapé, transpiraram notícias preocupantes. Não foram os militares. Ao surgirem as verdadeiras circunstâncias que precipitaram o evento, a lavagem cerebral já estava feita e seus efeitos foram patentes.

Ah, sim, os militares não deram um golpe? Cumpriam uma ordem constitucional? Não assumiram o “novo governo”? Decepção.

Segundo esclarecimentos posteriores, as forças vivas da nação hondurenha, representadas por uma oposição legal ao “governicho” de Manuel Zelaya, indignada como suas claras intenções de perpetuar-se à testa da Nação, a qualquer custo (seguindo exitoso modelito adotado pelos mandatários de esquerda da America Latina), resolveu, amparada em dispositivos legais, dar um fim aos rompantes do “cumpanheiro”.

O presidente de Honduras pretendia, através de um referendo, promover a convocação de uma Assembléia Constituinte, com a clara intenção de aprovar uma nova constituição que lhe permitiria a reeleição. O aspirante a tiranete, apesar das reações ao seu projeto de poder, mesmo sem o apoio do Congresso, de outras instituições do Estado (Tribunal Eleitoral, o Ministério Público e a Suprema Corte de Justiça) e, contrariando decisões judiciais que desautorizavam a consulta, decidiu, ao arrepio da lei, pela realização do referendo.

Diante das restrições legais, o Chefe do Estado Maior, Romeo Vásquez, se recusou a distribuir o material eleitoral para o referendo. Foi destituído por Zelaya. A perigosa política nacional engendrada por Zelaya, identificada com o “socialismo do século 21”, subordinada às maquinações de Chávez e adotada pelos seus títeres na Bolívia, Equador, Nicarágua e El Salvador sofria acauteladas preocupações por parte da sociedade hondurenha, que percebeu no mascarado socialismo de ocasião, uma estratégia de domínio de poder.

Daí, a destituição legal de Zelaya em 28 de junho.

Contudo, ao surgirem as verdadeiras circunstâncias do evento, a lavagem cerebral já estava consumada e seus efeitos eram patentes. Ah, sim, os militares não deram um golpe? Cumpriam uma ordem constitucional? Não assumiram o “novo governo”? O desgoverno de esquerda que, literalmente, manda nesta estupefata e amorfa nação, liderou as acusações contra a defenestração de Zelaya.

É uma violência à democracia, bradaram mestre e acólitos a uma só voz.

Quanto às dezenas de anos de Fidel em Cuba, nem uma referência. A “democracia”, como sabemos, sempre foi o apanágio da ilha, transformada numa velha e carcomida senhora, pátria de um povo lançado na mais profunda miséria, e vilipendiada e ultrajada por anos e anos de domínio comunista. Recordemos que somente após o tiranete irmão de Fidel assumir o governo de Cuba (por aquiescência do decrépito e adoentado “líder”), os cubanos tiveram autorização para adquirir celulares, TV, acesso à internet (?), etc.

Ah! Perguntarão os incautos e inocentes, o Raul Castro não foi eleito presidente? Foi nomeado por Fidel? Será por que lá o regime de governo é uma monarquia? Mas como Fidel não era o rei, então, seria ele um tirano?

Incoerência nacional? Indignação presidencial? Vilania do Itamaraty?

Não, se foi sacramentado no Foro de São Paulo, cumpra–se, ou melhor, viva a contradição e a incoerência. E ai dos vencidos.

Oxalá, o novo governo hondurenho resista com galhardia às muitas reverberações e acusações que o “golpe” sofrerá nos próximos dias. Depois, em pouco tempo, será o passado.

Viva Honduras!

E viva nossa política externa, cada dia mais sem rumo e sem credibilidade”.

Fonte: http://www.ternuma.com.br/bsb0938.htm (acesso em 07/07/09, às 14h21m)

POLÍTICA INTERNACIONAL: Enquanto Chavez, Morales e outros "cumpanheiro" (sic) oferecem apoio, a Igreja toma outra postura

Colômbia: Igreja atua pela libertação de sequestrados
Deseja dialogar “frente a frente” com as FARC


BOGOTÁ, quarta-feira, 8 de julho de 2009 (ZENIT.org).

Integrantes da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC) disponibilizaram-se anteontem a participar na eventual libertação de pessoas sequestradas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O presidente da CEC, Dom Rubén Salazar Gómez, assegurou que “nós estamos sempre dispostos a participar no que for possível, no que for conducente. Portanto nossa disponibilidade é total”, informa o Departamento de Comunicação da CEC.

“Sempre pedimos às FARC e aos outros grupos que têm sequestrados que os libe rtem o mais rápido possível. É um pedido que fazemos de coração: libertar todos o quanto antes e entrar em um verdadeiro processo de diálogo para alcançar a paz”, precisou Dom Salazar Gómez em diálogo com os jornalistas, no marco da abertura da 87ª Assembleia do Episcopado, em Bogotá.

Por sua vez, o bispo de Cúcuta, Dom Jaime Prieto Amaya, afirmou que as mediações ou facilitações “são importantíssimas, mas hoje em dia o diálogo se requer mais com as FARC, com o ELN [Exército de Libertação Nacional], com todos os grupos neste conflito armado que queremos solucionar”.

“Já não podem ser apenas certos diálogos iniciais para ver se entramos em um projeto de acordo, mas que simplesmente cada um coloque seus pontos de vista e então se entre no que podem ser acordos específicos ou concretos. Isso é fundamental no momento presente porque me parece que o conflito armado amadureceu tanto que esse banho de sangue enorme que está acabando com os colombianos não pode continuar”, acrescentou Dom Prieto Amaya.

O cardeal Pedro Rubiano Sáenz, arcebispo de Bogotá, reiterou que os membros da Conferência Episcopal estão sempre “dispostos a colaborar em tudo o que for pela paz”.

Por sua parte, o arcebispo de Tunja, Dom Luis Augusto Castro Quiroga, disse que é uma “mensagem de confiança à Igreja” o anúncio das FARC de não opor-se a que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Conferência Episcopal também estejam presentes na anunciada libertação de dois membros do Exército em seu poder.

Sobre o tema desta Assembleia do Episcopado, Dom Castro Quiroga disse que se trata de “falar da vida e ponto, sem adjetivos porque qualquer adjetivo restringe o que é a vida”.

Assegurou que esta vida deve ser “desfrutada e respeitada por todos... é um compromisso não da Igreja, mas de toda a humanidade... tudo o que está envolvido na vida é isso: que se possa ter um trabalho, uma família, que se possa progredir, etc. O tema é muito amplo, mas é fundamental porque se trata daquilo que na Colômbia está muito fraco. O valor da vida caiu muito no país”, disse.

Da mesma forma, o núncio apostólico na Colômbia, Dom Aldo Cavalli, reiterou que cada sequestro é uma injustiça e disse que lhe preocupa a situação de cada pessoa sequestrada na Colômbia.

Sobre um eventual encontro frente a frente entre membros da Igreja e das FARC, explicou: “nós estamos sempre disponí veis a caminhos que sejam úteis”.

terça-feira, 7 de julho de 2009

IGREJA: Encíclica "Caritas in Veritate" - Igreja não faz política


Caridade e verdade: Igreja inspira mas não faz política

O cardeal Paul Josef Cordes apresenta a nova encíclica do Papa
Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Em sua encíclica publicada nesta terça-feira, Bento XVI não pretende fazer política, mas inspirar, apresentando a “caridade na verdade” como orientação para a vida pessoal e social, explica um de seus colaboradores.

A esta conclusão chegou o cardeal Paul Josef Cordes, durante a apresentação da encíclica Caritas in veritate, nesta terça-feira, durante a coletiva de imprensa realizada na Santa Sé.

“Caridade” e “verdade” foram termos-chaves dentro da reflexão no magistério social pontifício e adquirem uma grande atualidade com a publicação da primeira encíclica social de Bento XVI, segundo ressaltou o purpurado.

O objetivo da doutrina social da Igreja

O cardeal Cordes, presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, dicastério vaticano que trabalha pela promoção humana e cristã através da caridade e do apoio aos necessitados, ressaltou o fato de que este texto reitera o papel da Igreja como facilitadora da ajuda social.

Sublinhou, por este motivo, que esta “inspira, mas não faz política”, e confirmou que esta não é uma “terceira via”, diferente do comunismo e do capitalismo, para alcançar uma sociedade perfeita ou um “paraíso terreno”.

O purpurado esclareceu que a doutrina social da Igreja é um elemento de evangelização, “isto é, o anúncio de Cristo morto e ressuscitado que a Igreja proclama através dos séculos” e que “tem uma atualização também com relação ao viver social”.

Por isso, assegurou que a encíclica não pode ser lida fora do contexto do Evangelho e disse que este “é o viver do homem também nas relações sociais e nas instituições que nascem destas relações”. Porém, “não se pode restringir o homem ao seu viver social”.

O cardeal Cordes indicou também que a revelação deve ser um instrumento chave no tema social: “Os princípios da doutrina social não ficaram somente no nível filosófico, mas têm sua origem em Cristo e em sua Palavra”.

Segundo o prelado, a nova encíclica trata de maneira mais explícita e prática do tema da caridade, que o Papa já havia teorizado em sua primeira encíclica, Deus caritas est, dizendo que esta é “a via mestra da doutrina social da Igreja”.

Longe de ser um sistema ideológico ou uma manifestação política sem alma, a doutrina social “compromete o cristão, em primeiro lugar, a ‘encarnar’ sua fé”, disse o cardeal.

“A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo”, diz o Papa em sua encíclica.

Homem: o primeiro capital

O presidente do Conselho Pontifício Cor Unum ressaltou a visão que a doutrina social oferece ao ser humano e que se reforça nesta encíclica: “O primeiro capital a preservar e valorizar é o homem, a pessoa, na sua integridade”. Por isso, assegura o Papa, “a questão social tornou-se radicalmente antropológica”.

No entanto, o homem não pode ser visto em um horizonte somente terreno, interessado exclusivamente pelos bens materiais e deixando em um segundo plano as questões morais: “O desenvolvimento é impossível sem homens retos, sem operadores econômicos e homens políticos que sintam intensamente em suas consciências o apelo do bem comum”, afirma o Bispo de Roma.

Desta maneira, o pontífice aprofunda nos questionamentos da Deus caritas est, em cuja segunda parte ressalta as características de quem trabalha nos organismos caritativos. Não obstante, refere-se à sociedade ferida pelo pecado e assegura que “não há sociedade nova sem homens novos”.

O cardeal Cordes ressaltou assim o fato de que o Papa tenha querido concluir sua encíclica referindo-se à importância da oração para viver a caridade: “Deus renova o coração do homem para que ele possa se dedicar a viver na caridade e na justiça”.

“Por isso, os cristãos não estão simplesmente na janela para olhar ou protestar, contagiados pela moderna cultura da denúncia, mas se deixam converter para construir em Deus uma nova cultura. Isso vale também para os membros da Igreja, como indivíduos ou associados”, disse o purpurado alemão.

POLÍTICA INTERNACIONAL: O exemplo de Honduras

Por Nivaldo Cordeiro
Fonte: http://www.ternuma.com.br/ncordeiro095.htm
30 de junho de 2009

Como entender a brusca mudança de poder político em Honduras? Confesso-lhe, caro leitor, que fiquei surpreendido, mas desta vez positivamente. Os fatos ainda não estão muito claros, mas já permitem uma análise desde o estrangeiro. É isso que pretendo fazer aqui.
Começo sublinhando as declarações da deputada hondurenha Marta Lorena Alvarado, transcritas na Folha de São Paulo de hoje: “Aqui paramos Chávez e sua agenda. Isso é mais importante do que qualquer coisa, inclusive do que o reconhecimento internacional". Um fato desses é auspicioso e precisa ser acompanhado atentamente e apoiado pelos democratas de todo o mundo. Enfim alguém se dispôs a dar um basta à expansão da maré vermelha no continente.
E o que vemos? A covardia Urbi et Orbi. O novo governo hondurenho não recebeu apoio de ninguém. A razão principal, além do fato de que os Estado Unidos estão nas mãos da esquerda mais radical, dentro do espectro político daquele país, é que, depois de décadas de revolução grasmciana em toda a parte, o senso de perigo e o instinto do Bem e da ética em política perdeu-se. Vive-se diante da mística eleitoreira, como se qualquer aventureiro, porque formou uma maioria de votos em algum momento, tivesse a licença para fazer o que bem queira para se perpetuar no poder, inclusive negando a ordem constitucional que lhe deu o poder.

A minha amiga Graça Salgueiro, em artigo oportuno publicado no Mídia Sem Máscara, mostrou que a ação militar de deposição do presidente chavista foi um gesto legal, amparado constitucionalmente e ordenado pelo Poder Judiciário. Nem haveria que se falar em quebra da ordem constitucional, vez que as formalidades da transmissão de poder foram integralmente cumpridas. O que sublinho aqui é que, ainda que essas formalidades não tivessem sido cumpridas, os homens de bem, conscientes de seus deveres, deveriam ter agido da mesma forma e pôr o golpista para correr. Quero render a minha homenagem ao chefe do Poder Judiciário, que determinou, e ao comandante militar, que fez cumprir a grande ordem.

O formalismo eleitoreiro não pode ser biombo para esconder as trapaças da esquerda revolucionária, que ocupa posições em toda parte, encontrando terreno livre pela omissão daqueles que poderiam barrar o seu caminho. A pequena república de Honduras deu um exemplo ao mundo. Desde que a esquerda aprendeu a dominar o jogo eleitoral, sujeitando-o aos seus projetos revolucionários, ela mesmo deixando de lado o golpismo à moda de Fidel Castro, vemos o uso hipócrita esse discurso que exige a omissão daqueles que podem lhe obstar o caminho. O uso da força para conter o mal é legítimo.

Meu temor é que a reação da esquerda em escala mundial acabe por fazer abortar a reação vitoriosa. Se ao menos os Estados Unidos apoiassem, o novo governo teria a chance de se consolidar, fazendo vingar a contra-revolução chavista. Mas nem isso nós temos, então tudo pode acontecer. Torço para que as convicções nacionalistas e democráticas do povo hondurenho o levem a cerrar fileiras com seus governantes, homens egrégios que tiverem que escolher o caminho mais difícil.

A FRASE DA SEMANA



"OS POLÍTICOS E AS FRALDAS DEVEM SER TROCADOS
FREQUENTEMENTE E PELA MESMA RAZÃO"

Eça de Queiroz

segunda-feira, 6 de julho de 2009

PSICOLOGIA: De onde vem tanta infelicidade?

Fonte: Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Jose Luiz Tejon

Michael Jackson morreu e vivia infeliz. Farrah Fawcett, que já foi a mulher mais bela do mundo, faleceu, e vivia infeliz. Fred Mercury, a voz mais espetacular dos últimos tempos, vivia infeliz. Recentemente, uma revista alemã revelou que Gisele Bundchen, a top-model mais rica e bela do planeta, estava muito infeliz, e nada garante que isso tenha mudado.

Por que os símbolos e ídolos ficam famosos, ricos, são bonitos, fortes e poderosos, registram uma trilha de desgraças e conseguem transformar a virtude de um forte talento, de uma vocação, de um brilho de um inegável “dom” em uma auto-destruição?

Convivi no inicio da minha carreira com potenciais grandes artistas, personalidades de um talento profundo no campo das artes. Nenhum deles superou os difíceis degraus de uma carreira de sucesso. Abandonaram, foram fazer outras coisas. Não perseguiram o chamado das vocações recebidas. Também estão infelizes.

Para os que deixam as trilhas é sempre válido relembrar, se não assumimos o compromisso com nosso diferencial e missão de vida, os caminhos são tantos que , mais cedo ou mais tarde acabamos por andar em círculos, num labirinto de descaminhos.

Como aprender a se perder, sem abandonar o grande norte? Por que nossos ricos, famosos e que tem tudo o que bilhões do planeta terra gostariam de ter sofrem tanto, fazem sofrer e são, na regra, exemplos de infelicidade, salvos por honrosas exceções?

Mas, e os não famosos, não ricos, não poderosos, as não belas e os não bonitos? Esses costumam sofrer porque querem ser como os primeiros: ricos, belos, famosos e poderosos, para então desdenhar disso tudo e sofrer por outros motivos – seriam, talvez considerados “mais sofisticados”.

E a gente feliz onde anda? Eles existem. É a enfermeira Carolina que, por duas vezes, tive a felicidade de encontrar às seis horas da manhã, para um exame de sangue num laboratório de análises clínicas. Estava lá sorridente, feliz. Fiquei feliz por revê-la ali.

É o senhor Nishimura, com 100 anos de idade, feliz na transcendência da sua obra empresarial e da Fundação que há anos cria e prepara jovens para a vida, na Jacto S/A .
É a Dona Mira Falchi, que assisti dias atrás inaugurando um centro especial para tratamento de queimaduras no Hospital São Paulo. A sua ONG IPQ, lutou e realizou a obra. Felicidade é o que se via ali, em todos os envolvidos.

Felicidade é o que vemos na Dona Jô Clemente, fundadora e presidente de honra da APAE. Felicidade é o que recebemos do Sr Mindlin, ex empresário, amante apaixonado pelos livros.
Feliz é o maestro João Carlos Martins, um superador de talento infinito. Felicidade é o que continuamos colhendo da obra de Monteiro Lobato, da literatura de Machado de Assis, que afirmou :“a arte de viver é extrair o maior bem do maior mal” .

Felicidade é o que extraímos de Alexander Fleming que descobriu a penicilina, que nos salva desde então. Felicidade é o que tive ao ser salvo pela Dona Helena, minha vizinha, que estava lá, pelo Dr. Silvio Correa, médico capaz, que estava lá. Felicidade parece ser o conjunto da nossa obra humana na terra. A conseqüência, o resultado. Os frutos.

A babosa é uma planta amarga, mas de uma importância medicinal extraordinária. A babosa poderia não querer ser babosa. Poderia preferir a beleza dos lírios e ter o perfume das rosas. E se assim pensasse seria infeliz. Mas se ela souber como é preciosa e útil, não perderia em felicidade para ninguém.

O filósofo Bertrand Russel disse que felicidade existe, quando superamos a nós mesmos, como foco e centro da vida. Quando nossa vida é consciente de estar a serviço de causas maiores.
É isso aí. Talvez nossos ídolos se esqueçam das missões superiores e morram traídos pela auto-ilusão, dominados pelo auto-engano.

Felicidade é semear felicidade, mesmo que para isso, seu gosto não seja doce como o mel e pareça mais com a geléia real que sustenta a abelha rainha.

Jose Luiz Tejon é Mestre em educação e cultura pela Universidade Mackenzie. Professor de pós graduação da FGV e ESPM de São Paulo e autor de 12 livros entre eles, A Grande Virada, publicado recentemente pela editora Gente.


Candidatura militar?

E-mail que circula nos meios militares, assinado pelo engenheiro civil Ricardo Bunemer, listando vantagens de uma eventual candidatura do General Augusto Heleno à sucessão de Lula da Silva:



“Sabe ler e escrever corretamente em nosso próprio idioma, além de dominar alguns outros mais (foi adido militar na França)”.

“Não bebe! Não comete gafes, sendo homem da atitudes espartanas...comedido, sabe portar-se publicamente em todas as ocasiões!”.

“É humilde sem ser subserviente mas comanda sem o uso da arrogância”...

“É homem probo, de moral definida e honesto!”

“Dá o exemplo, sempre seguindo a frente da tropa que comanda e deles não exigindo mais ou menos do que a ele próprio!”

“É um patriota que atua na defesa do Brasil e da integridade nacional territorial...”

“Não é político, mas acima de tudo (o melhor vem agora) possui um nome que não envergonha aos brasileiros: 'Augusto Heleno'”.

POLÍTICA: EM TEMPOS DE PAZ, COMBATENDO A CORRUPÇÃO



O ESTADO DE SÃO PAULO
03 de julho de 2009
EXÉRCITO TIRA ESPAÇO DE EMPREITEIRA

Os políticos sabem onde buscar seriedade e respeito com a coisa pública. Experimente colocar as FFAA (Forças Armadas) no comando da saúde, educação ou qualquer coisa. Isso me lembra uma certa frase: "Não pergunte se somos capazes, dê-nos a missão".

O que começou como uma solução temporária para acelerar as obras de infraestrutura tem se transformado em uma das principais armas do governo federal para concluir os projetos. Nos últimos três anos a transferências de obras para o Exército cresceu cerca de 900% e elevou a receita anual de R$ 40 milhões para mais de R$ 400 milhões.

A demanda tem sido tão forte que, em alguns casos, o serviço precisa ser terceirizado por falta de mão de obra. A expansão da carteira de projetos, que beira os R$ 2 bilhões tem causado inveja até mesmo às grandes construtoras, que torcem o nariz e constam o avanço do Exército no setor.

No total, os militares estão à frente de 92 obras, que vão de simples recapeamento de rodovias ao desafiante projeto de transposição do Rio São Francisco, no Nordeste. Há ainda construção de aeroportos, ferrovias e obras portuárias. Na semana passada, os números foram reforçados por mais um contrato firmado com o Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), que vai elaborar o projeto básico de um contorno ferroviário no Aeroporto de Viracopos, em Campinas. As obras de reforma em pistas e pátios do Aeroporto de Guarulhos também devem ser repassadas aos militares, conforme manifestou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no início do mês.
Fonte: http://www.ternuma.com.br/ (acesso no dia 07/13/2009, às 13h17m)

A FARRA NÃO É DE HOJE...


domingo, 5 de julho de 2009

A FORÇA DO CANTO DO PARDAL



O que fazem os poetas quando não têm inspiração? Não sei! De onde vem a tal inspiração? Da natureza? Do belo? Mas, onde está o belo? O que é o belo? por qual motivo ele não se nos manifesta espontaneamente e nos salta a olhos vistos?

Dizem que o belo é o mais abstrato, menos palpável de todas as qualidades que podem existir. E parece que é mesmo, pois hoje, ao escrever este artigo, só consigo sentir ou pressentir a sua ausência. A beleza não me é evidente.

Noutros dias sim. Mas, hoje não. Hoje o dia está cinza. Lá fora – estou na casa do bispo de Quixadá, trabalhando – canta um pardal bem sonoro. Mesmo aí, desconheço a beleza. Sei que o canto é belo, mas alguém o estragou.


Foi o belo que se tornou feio ou fui eu que estraguei o belo. Ah, que crueldade? Ah que pardalzinho insistente que não se cansa com seu canto de tentar me devolver a sensibilidade dos poetas.

Calma, peraí! Ele parou, parece até que ou sentiu meus sentimentos abúlicos, ou começou a ler o que estou escrevendo e ficou tímido. Canta pardal, continua cantando, não para não! Por favor, já estava me empolgando com teu canto.

Ele parou realmente; agora, é só silêncio. Silêncio que faz vibrar cordas sonoras da alma e, em conjunto, a harmonizar-se produzindo a melodia da paz. Talvez a falta de inspiração motive a paz, traspassada pela mais cruel ausência de sensibilidade para descobrir o belo.

Assim agem os poetas: fazem silêncio. E, de tanto fazer silêncio, eles se tornam ensurdecedores. Quem muda o mundo são os poetas com suas poesias. “Por onde passa uma idéia, cem anos depois passam os canhões”, já dizia o velho Hegel. Creio que a poesia é mais forte.

Por onde passa uma poesia, no mesmo instante corações e mentes são dilacerados e reconstruídos.

Opaaaa... o pardalzinho voltou a cantar. Será ele percebeu que a inspiração de certa forma voltou à minha alma, ou será que ele continuou a ler este texto?