
Mary Ann Glendon fundamenta o direito natural
Ao intervir no Meeting de Rímini
RÍMINI, sexta-feira, 28 de agosto de 2009 (ZENIT.org)
Ao intervir no Meeting de Rímini
RÍMINI, sexta-feira, 28 de agosto de 2009 (ZENIT.org)
Mary Ann Glendon, até há pouco embaixadora dos Estados Unidos na Santa Sé e professora de direito na Harvard Law School, participou da trigésima edição do Meeting de Rímini com uma intervenção titulada “Experiência elementar e direito natural”, na qual abordou o problema de como alcançar certezas no direito natural. Um tema que desafia as convicções dominantes entre os intelectuais contemporâneos, onde é difícil ouvir falar sem ironia de direito natural ou de conhecimento.
Glendon recorreu ao que o falecido Dom Luigi Giussani, fundador de Comunicação e Libertação, denominava “experiência elementar”: o conjunto de evidências e exigências que define o coração de todos os homens, e fez referência ao lema deste Meeting, “conhecer é sempre um acontecimento”.
Giussani descreve o conhecimento como “acontecimento”, como “o encontro entre esta energia humana e uma presença”. Segundo Glendon, “o título do Meeting desafia o ordenamento dominante no direito, inspirado em teorias positivistas em matéria de direitos humanos e princípios fundamentais”.
Sublinhou “a afirmação de Giussani segundo a qual o conhecimento pode ser um acontecimento que muda a vida” pela novidade que introduz no trabalho de acumular ideias e definir modelos integrados que estabelecem o horizonte.
“Quando passamos a um ponto de vista superior, nos damos conta de que temos de repropor-nos de algum modo nossos conhecimentos, precisamos de uma mudança de nossa própria personalidade”.
A antiga embaixadora americana se referiu à experiência de Giussani com o matemático Francesco Severi, que se aproximou da fé quando, ao tempo em que avançava em suas investigações, dava-se conta de que seu horizonte particular o levava a outro, o que convertia suas conquistas em temporais e o incitava a buscar outro “x” além.
“Este tipo de experiência parece estar muito presente no pensamento do Papa Bento XVI, que conclui sua recente encíclica, Caritas in Veritate, com algumas observações importantes sobre o caráter misterioso do conhecimento”, afirmou Glendon.
Glendon recorreu ao que o falecido Dom Luigi Giussani, fundador de Comunicação e Libertação, denominava “experiência elementar”: o conjunto de evidências e exigências que define o coração de todos os homens, e fez referência ao lema deste Meeting, “conhecer é sempre um acontecimento”.
Giussani descreve o conhecimento como “acontecimento”, como “o encontro entre esta energia humana e uma presença”. Segundo Glendon, “o título do Meeting desafia o ordenamento dominante no direito, inspirado em teorias positivistas em matéria de direitos humanos e princípios fundamentais”.
Sublinhou “a afirmação de Giussani segundo a qual o conhecimento pode ser um acontecimento que muda a vida” pela novidade que introduz no trabalho de acumular ideias e definir modelos integrados que estabelecem o horizonte.
“Quando passamos a um ponto de vista superior, nos damos conta de que temos de repropor-nos de algum modo nossos conhecimentos, precisamos de uma mudança de nossa própria personalidade”.
A antiga embaixadora americana se referiu à experiência de Giussani com o matemático Francesco Severi, que se aproximou da fé quando, ao tempo em que avançava em suas investigações, dava-se conta de que seu horizonte particular o levava a outro, o que convertia suas conquistas em temporais e o incitava a buscar outro “x” além.
“Este tipo de experiência parece estar muito presente no pensamento do Papa Bento XVI, que conclui sua recente encíclica, Caritas in Veritate, com algumas observações importantes sobre o caráter misterioso do conhecimento”, afirmou Glendon.

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